Olá, leitores!
Vamos iniciar o ano trazendo um tema bastante presente, principalmente nessa época do ano, em que muitos de vocês ainda estão realizando as tão esperadas viagens de férias: a trombose venosa ou a trombose do viajante.
Início de ano é sinônimo de descanso, viagens e momentos de lazer. Mas, em meio às malas prontas e aos longos trajetos, existe um risco pouco lembrado e que merece atenção: a trombose venosa profunda, condição que pode surgir quando o sangue forma coágulos nas veias, principalmente nas pernas. Embora muitas vezes silenciosa, ela pode trazer consequências graves se não for diagnosticada a tempo. Por isso, informação e prevenção são fundamentais.
A trombose venosa profunda ocorre quando o fluxo sanguíneo diminui ou se torna mais lento, favorecendo a formação de coágulos. Isso pode acontecer em situações de imobilidade prolongada, após cirurgias, internações, ou durante viagens longas, especialmente em períodos de férias, quando passamos mais tempo sentados em aviões, carros ou ônibus.
Segundo o Centers for Disease Control and Prevention (CDC), o tromboembolismo venoso (trombose venosa e embolia pulmonar) afeta cerca de 0,1% da população por ano, com maior incidência entre pessoas que apresentam fatores de risco. Entre eles estão idade acima de 40 anos, obesidade, gravidez, uso de anticoncepcionais hormonais, histórico de trombose, câncer e longos períodos de imobilidade.
A trombose do viajante
O termo “trombose do viajante” é usado para descrever casos associados a longos períodos sentado durante deslocamentos. Permanecer mais de quatro horas sem se movimentar já pode aumentar o risco, especialmente quando existem outros fatores associados como já mencionado logo acima. Estima-se que a trombose afete cerca de uma em cada mil pessoas em todo o mundo e qualquer pessoa pode desenvolvê-la, sendo dobrado o risco após viagens longas, de acordo com estudos da Organização Mundial da Saúde (OMS)
Sinais de alerta
O tromboembolismo venoso nem sempre apresenta sintomas claros, mas alguns sinais devem acender o alerta:
- vermelhidão ou aumento da temperatura local são os principais sinais da trombose venosa;
- e, no caso da embolia pulmonar, falta de ar súbita ou dor no peito são os indícios iniciais.
Diante desses sintomas, é essencial procurar atendimento médico imediatamente.
Como se prevenir dentro e fora das viagens
A boa notícia é que medidas simples podem reduzir significativamente o risco de trombose.
Durante viagens longas, o ideal é:
- levantar-se e caminhar a cada uma ou duas horas;
- movimentar pés e pernas enquanto estiver sentado;
- evitar cruzar as pernas por longos períodos;
- manter boa hidratação;
- usar roupas confortáveis;
- em casos específicos, utilizar meias de compressão, sempre com orientação médica.
No dia a dia, hábitos como praticar atividade física, evitar longos períodos sentado e manter acompanhamento médico são importantes aliados da prevenção.
Apesar de não ser uma condição frequente, a trombose pode ter consequências graves quando não identificada precocemente. Por isso, conhecer os fatores de risco e adotar cuidados simples, especialmente em períodos de viagens e mudanças de rotina, é uma forma eficaz de proteger a saúde.
Em tempos de férias, o convite é claro: além de planejar o destino, vale a pena planejar também os cuidados com o corpo. Pequenos movimentos podem fazer uma grande diferença.
Cuidem-se para não transformar as tão sonhadas férias em pesadelo!
Até a próxima!








