Em janeiro, uma mochileira canadense de 19 anos morreu após um incidente envolvendo dingos em uma praia da ilha de K’gari, em Queensland, na Austrália. A jovem trabalhava em um hostel local e entrou no mar ao amanhecer. Pouco tempo depois, equipes encontraram seu corpo cercado por cerca de dez dingos, próximo a um ponto turístico conhecido.
A autópsia indicou o afogamento como causa mais provável da morte. No entanto, médicos também identificaram marcas de mordidas antes do óbito, o que levantou discussões sobre a interação entre os animais e a vítima naquele momento.
Após o ocorrido, o governo de Queensland autorizou o abate de seis dingos considerados agressivos. Ainda assim, a decisão gerou forte reação da comunidade indígena Butchulla, responsável pela gestão tradicional da ilha. A entidade afirmou que não foi consultada antes da ação e criticou a forma como o caso foi conduzido.
Enquanto isso, autoridades ambientais reforçaram campanhas educativas, destacando orientações de segurança para visitantes. Portanto, o foco voltou-se para prevenção, conscientização e manejo responsável da vida selvagem.
Embora raros, ataques de dingos já ocorreram na região. Em 2023, por exemplo, um menino foi arrastado para a água e salvo pela irmã. Poucas semanas depois, duas mulheres também sofreram ataques no mesmo local. Por isso, especialistas reforçam que compreender o que são dingos ajuda a reduzir riscos e evita comportamentos perigosos em áreas naturais.
O que são dingos e como eles se comportam
Os dingos são cães selvagens considerados os maiores predadores terrestres da Austrália e vivem tanto em áreas remotas quanto em regiões frequentadas por turistas, como a ilha de K’gari, em Queensland.
Além disso, eles podem medir até 1,5 metro do focinho à cauda e apresentam comportamento oportunista, especialmente quando identificam pessoas sozinhas ou em situações vulneráveis. Por esse motivo, autoridades ambientais reforçam alertas constantes sobre convivência segura com esses animais em áreas naturais.
Também é essencial observar seu comportamento coletivo. Esses cães selvagens costumam agir em matilhas e, muitas vezes, cercam o que percebem como presa fácil. Segundo especialistas, eles não costumam atacar humanos sem motivo, porém podem reagir diante de estímulos como movimentos bruscos, isolamento ou alimentos.
Turistas recebem orientações claras para não correr, evitar caminhadas solitárias e sempre portar um bastão de segurança, objeto simples que ajuda a afastar os animais. Mesmo assim, situações inesperadas podem acontecer, especialmente em áreas de praia e durante o amanhecer.
Resumo: Os dingos são cães selvagens nativos da Austrália e vivem próximos a áreas turísticas. Eles agem em grupo e podem atacar em situações específicas. O caso recente reacendeu debates sobre segurança, preservação e convivência responsável.
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