Atriz conhecida por papéis em importantes produções como O Tempo Não Para (2018) e Gênesis (2020), Natthália Gonçalves conversou com nossa redação e falou um pouco da sua avaliação sobre o ano de 2025. “Foi um ano movimentado, com convites para produções incríveis. Assinei com a Record para duas obras e finalizei o ano no palco, eu amo o teatro”, comenta a atriz.
Seu retorno para emissora da Barra Funda foi na série “Paulo, o Apóstolo”, que além de ser exibida no canal, estreou na plataforma de streaming da Disney. “Voltar para a Record foi um grande presente para mim, em um momento importante, estava pensando se valia a pena seguir mesmo com essa carreira ou não. Quando entrei na cidade cenográfica e ouvi ‘ação’, percebi que realmente amo muito o que faço”, afirmou Natthália.
Em seguida a atriz engatou em mais uma série na Record. “A Vida de Jó”, com direção de Alexandre Avancini, possibilitou Natthália de experenciar ser dirigida por um profissional que sempre admirou. “Foi uma experiência incrível ser dirigida pelo Avancini. Uma ótima oportunidade poder conhecer um novo diretor que nunca tinha trabalhado antes, aprendi ainda mais com ele”, dispara a artistas.
O último trabalho de 2025
No último trabalho do ano, Gonçalves interpretou quatro personagens em “Toda Inocência Será Castigada”, adaptação da obra de Nelson Rodrigues para jovens. Com direção de Renata Tabelém e um elenco composto por quase 30 atores, o espetáculo — definido como intenso, provocador e muito atual — estreou em dezembro, no Rio de Janeiro, no Teatro Tablado.
“Remontar Nelson Rodrigues foi assumir uma grande responsabilidade, porque estamos falando de um autor que nunca foi ‘confortável’, nem em sua época, nem agora. O maior desafio foi atualizar seu olhar, suas ideias e cenas sem esvaziar a força do texto. Tivemos o cuidado de preservar a essência de suas peças — os conflitos morais, os desejos reprimidos e as contradições humanas —, mas de uma forma diferente”, antecipa Natthália.
Em cena, a atriz deu vida à Geni, de Toda Nudez Será Castigada; a Aurora, de Sete Gatinhos; a Nair, de Perdoa-me por me Traíres e a Guida, de A Serpente. Para a intérprete, o primeiro desafio foi buscar o entendimento sobre as camadas emocionais e as contradições de cada uma dessas mulheres. “Esse trabalho foi fundamental para o meu crescimento como atriz, ampliando meu entendimento sobre a complexidade das personagens femininas de Nelson Rodrigues e muito mais”, avalia.








