A cirurgia de redesignação sexual costuma despertar curiosidade, dúvidas e muitas expectativas. No entanto, antes de qualquer detalhe técnico, é importante entender que o procedimento não define quem uma pessoa é. Durante entrevista ao Mais Você, Gabriela Loran deixou isso claro ao compartilhar sua vivência de forma direta e consciente.
Segundo a atriz, cada pessoa trans percorre um caminho próprio. Algumas sentem urgência em realizar a cirurgia por conta da disforia. Outras, como ela, escolhem esperar. Por isso, respeitar o tempo individual faz parte do processo e do cuidado emocional envolvido nessa decisão.
Vale explicar: disforia de gênero é o desconforto emocional que algumas pessoas sentem quando o corpo não corresponde à identidade de gênero — e ela não está presente em todas as vivências trans.
Além disso, Gabriela reforçou que nem toda mulher trans deseja passar por procedimentos cirúrgicos — e isso também é legítimo. Identidade de gênero não depende de intervenções médicas.
Planejamento e acompanhamento antes da decisão
Antes de tudo, Gabriela explicou que sua escolha veio após muita reflexão. Ela se questionou diversas vezes sobre os motivos que a levavam à cirurgia e avaliou se a decisão vinha de uma necessidade interna ou de pressões externas. Esse processo de escuta interna foi essencial.
De acordo com especialistas, esse cuidado é recomendado. Protocolos internacionais indicam acompanhamento psicológico e psiquiátrico antes da cirurgia, justamente para garantir segurança emocional e clareza de decisão.
Portanto, a preparação começa muito antes da data marcada e envolve diálogo, acolhimento e suporte profissional.

Por que Gabriela Loran escolheu fazer a cirurgia fora do Brasil?
Ao falar sobre sua experiência, Gabriela Loran contou que decidiu realizar a cirurgia na Tailândia, país reconhecido mundialmente pela especialização nesse tipo de procedimento. A escolha envolveu pesquisa, indicação médica e confiança na equipe responsável.
Nesse sentido, o processo inclui etapas bem definidas. Os pacientes chegam alguns dias antes para consultas presenciais com cirurgião, psicólogo e psiquiatra. Essa fase garante que todas as condições físicas e emocionais estejam alinhadas antes da cirurgia.
Além disso, o pós-operatório recebe atenção especial, com acompanhamento contínuo, algo que Gabriela destacou como fundamental para sua recuperação.
O pós-operatório e o cuidado integral
Após a cirurgia, Gabriela permaneceu no país por quase um mês. Durante esse período, contou com o apoio constante de enfermeiras e da equipe médica. Esse acompanhamento intensivo ajuda a reduzir riscos, esclarecer dúvidas e promover uma recuperação mais tranquila.
O pós-operatório exige paciência, descanso e respeito ao corpo. Não se trata apenas de um procedimento físico, mas de um processo completo de cuidado.
Quanto custou a cirurgia de redesignação sexual de Gabriela Loran?
O custo total da cirurgia de redesignação sexual foi em torno de R$ 115 mil. O pacote incluiu passagens aéreas, estadia, cirurgia, acompanhamento médico e todo o suporte durante o período de recuperação.
Segundo a atriz, o investimento refletiu não apenas o procedimento em si, mas a segurança, o planejamento e a estrutura necessária para que tudo acontecesse de forma consciente e responsável.
Resumo: A experiência de Gabriela Loran mostra que a cirurgia de redesignação sexual é uma escolha pessoal, feita no tempo de cada pessoa. Planejamento, acompanhamento profissional e reflexão interna são partes essenciais do processo. Mais do que valores ou técnicas, a decisão envolve identidade, conforto e autonomia.
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