Durante uma viagem a Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, Virginia Fonseca apareceu nas redes sociais com o cabelo completamente liso após uma ida ao salão de beleza do país. Ela relatou que buscava apenas lavar e hidratar os fios, mas saiu do local com a suspeita de ter feito algo semelhante a uma progressiva, procedimento que ela não pretendia realizar.
Segundo a influenciadora, apesar de ter dupla cidadania, a influenciadora precisou recorrer a um tradutor no celular para explicar o que queria. “Coloquei no tradutor: ‘Quero uma hidratação’. Ele falou: ‘Tenho uma muito boa. Você não quer saber o preço?’. Ele falou o preço e o tempo. Pensei, em 30 minutos ele não vai fazer uma loucura. Acho que a progressiva aqui dura 30 minutos!”, disse ela.
Durante o atendimento, a empresária percebeu um cheiro forte, sentiu ardência nos olhos e estranhou o uso de secador após a aplicação do produto, o que levantou a suspeita de uma progressiva não autorizada.
“Não estou achando feio, agora está lindo, mas estou com medo do pós. Não sei se a progressiva vai atrapalhar na hora de passar mais tinta. Minha cabeça começou até a doer”, contou.
Riscos da progressiva e em que prestar atenção
Embora o alisamento químico seja comum em salões de beleza, nem sempre o consumidor tem clareza sobre os produtos utilizados, especialmente em atendimentos realizados fora do país. Segundo o especialista em transplante capilar e queda de cabelo Vlassios Marangos, algumas progressivas utilizam substâncias bastante agressivas para modificar a estrutura do fio e, por isso, a consumidora deve ficar atenta.
“Quando o produto não é adequado ou a aplicação não respeita critérios técnicos, os danos podem ser significativos, como quebra, ressecamento intenso, afinamento do cabelo e inflamações no couro cabeludo, que favorecem quadros de queda”, explica o profissional.
O médico ressalta que procedimentos feitos no exterior exigem cautela redobrada. “Nem sempre o cliente sabe exatamente o que está sendo aplicado. Há países onde ainda circulam fórmulas que já foram banidas ou restritas em outros lugares”, afirma.
Além das consequências capilares, o cheiro forte relatado por Virginia durante o atendimento também é motivo de alerta. A otorrinolaringologista Renata Lopes explica que o odor intenso pode indicar a liberação de vapores prejudiciais ao sistema respiratório.
“Esse cheiro não deve ser encarado apenas como algo incômodo. Muitos produtos liberam substâncias irritantes quando aquecidos, capazes de provocar ardor no nariz e na garganta, tosse, dor de cabeça, sensação de aperto no peito e até falta de ar”, afirma.

De acordo com a especialista, pessoas com histórico de rinite, sinusite ou asma estão mais expostas aos riscos. “As vias respiratórias já são sensíveis, e a inalação desses vapores pode desencadear crises importantes”, alerta.
Já a dermatologista Camila Sampaio, de Salvador, destaca que os efeitos da progressiva não se limitam ao cabelo. “O couro cabeludo é uma região extremamente sensível e vascularizada. Produtos químicos podem causar dermatites, queimaduras, coceira intensa, descamação e queda de cabelo por inflamação local”, explica.
Segundo ela, os danos nem sempre aparecem de forma imediata. “Muitas vezes, as queixas surgem dias ou semanas depois, o que dificulta a associação direta com o procedimento”, pontua.
Renata Lopes reforça que o corpo costuma dar sinais claros quando algo não vai bem durante o processo. “Ardência intensa, tosse persistente, tontura, náusea ou dificuldade para respirar são sinais de alerta. Nesses casos, o ideal é interromper o procedimento imediatamente e buscar um ambiente ventilado”, orienta.
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