Diagnosticada com câncer de mama aos 24 anos, Bruna Furlan, neta do humorista Carlos Alberto de Nóbrega, anunciou que vai congelar óvulos antes de iniciar a quimioterapia. Nas redes sociais, ela explicou que a medida é preventiva e tem o objetivo de preservar a função ovariana e evitar a menopausa precoce, possíveis riscos em decorrência do tratamento oncológico, além de manter a possibilidade de engravidar no futuro.
A influenciadora pretende começar as sessões de quimioterapia no final de janeiro. O tratamento será realizado na Oncoclínicas, especializada em tratamento oncológico, sob supervisão do médico Jacques Tabacof. Após quatro meses de tratamento, ela deve fazer a retirada total das duas mamas. O objetivo é fazer a reconstrução com próteses mamárias por motivos estéticos e preventivos.
Bruna Furlan revelou que descobriu que tinha câncer de mama no final do ano passado aos 24 anos. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), estimam-se 73.610 casos da doença no Brasil em 2025. Desde 2020, a proporção de diagnósticos entre pacientes com menos de 35 anos passou de 2% para 5%. A Organização Mundial da Saúde (OMS) contabiliza cerca de 7% dos casos de câncer de mama ocorram em mulheres abaixo dos 40 anos.

No Brasil, cerca de 19% dos novos casos da doença em mulheres ocorrem em pacientes de até 44 anos, e 21% até os 49 anos, período considerado fértil para aproximadamente 90% das mulheres. Entre 20 e 39 anos, alguns dos tumores mais incidentes são os de mama, colo do útero e ovário, todos com potencial impacto sobre a função ovariana e reprodutiva .
“O diagnóstico de câncer em mulheres jovens traz uma série de impactos que vão além do tratamento do tumor em si. A preservação da fertilidade precisa ser considerada como parte do cuidado integral, sempre que houver tempo e condições clínicas para isso”, explica Marcela Bonalumi, oncologista da Oncoclínicas.
Segundo a especialista, a discussão sobre o futuro reprodutivo de pacientes precisa fazer parte do cuidado desde o diagnóstico, especialmente em pacientes jovens. “É fundamental que essa conversa ocorra já no momento do diagnóstico. Muitos tratamentos oncológicos podem afetar a função ovariana, e o planejamento prévio amplia as possibilidades de escolha da paciente”, afirma.
Diagnóstico de câncer
A influenciadora compartilhou a informação na última quinta-feira (8) nas redes sociais. Segundo Bruna, trata-se de um carcinoma mamário invasivo do tipo não especial, com expressão de receptores hormonais, HER2 negativo e presença de metástases.
“Não foi fácil, e não está sendo fácil, mas eu nunca fui capaz de esconder algo de vocês. Todas as vezes que eu compartilhei alguma dor aqui, tive o retorno de que isso serviu de ajuda para outra pessoa”, escreveu ela na legenda do vídeo em que detalha como foi receber o diagnóstico em uma idade ainda pouco avançada.

“Vai ser uma longa jornada de exames, quimioterapia, cirurgia e radioterapias. Mas também vai ser uma jornada de amor, felicidade e aprendizados. Espero que, ao compartilhar essa jornada, outras garotas na mesma situação que eu possam se sentir acolhidas e reconhecidas”, continuou Bruna.
“Prometo ser o mais transparente em todas as etapas desse processo. Mas também prometo ser fiél a quem eu sou – viciada em viver. Somos jovens, somos guerreiras. E vamos botar esse câncer pra correr do jeito que apenas a nossa geração conseguiria: um dia na quimio, outro no pilates e o próximo dançando até amanhecer”, finalizou.
Leia também:
Neta dá detalhes sobre quadro de saúde de Carlos Alberto de Nóbrega








