Wagner Moura acaba de entrar para a história! O ator brasileiro conquistou o Globo de Ouro 2026 de melhor ator em filme dramático pela atuação em O Agente Secreto. Em seu discurso, ele destacou a importância da memória e dos valores transmitidos entre gerações, temas centrais do longa.
Para celebrar essa conquista monumental — a primeira de um brasileiro na categoria —, AnaMaria selecionou outros trabalhos marcantes do ator. Prepare a pipoca e embarque nessa viagem pelo cinema nacional!
Saneamento Básico, o Filme (2007)
Antes de protagonizar dramas históricos, Wagner Moura já mostrava seu talento versátil em uma sátira inteligente. Em Saneamento Básico, o Filme (2007), de Jorge Furtado, ele integra um grupo de moradores que decide produzir um filme para angariar fundos para a rede de esgoto. A trama, ao mesmo tempo leve e crítica, discute mobilização comunitária de forma bem-humorada, com um elenco talentoso que inclui Fernanda Torres e Camila Pitanga. É uma prova de como o cinema pode tratar de questões sérias sem perder o bom humor e a criatividade.
VIPs (2011)
Se você quer ver Wagner Moura mergulhando de cabeça em um personagem complexo, VIPs (2011) é obrigatório. Aqui, ele interpreta Marcelo Nascimento da Rocha, um dos maiores estelionatários do Brasil. O ator literalmente se transforma, dominando a caracterização física e os maneirismos do golpista que se passou por um empresário famoso.
Além disso, o filme nos faz refletir sobre identidade e ambição, temas que, posteriormente, também ecoariam em seus trabalhos mais recentes. É um exemplo perfeito do seu comprometimento com cada papel.
Praia do Futuro (2014)
Mudando completamente de gênero, Praia do Futuro (2014) apresenta um Wagner Moura em um registro dramático e sensível. Ele vive Donato, um salva-vidas do Ceará que se muda para Berlim após um evento traumático, deixando seu irmão mais novo para trás. O filme de Karim Aïnouz é um estudo profundo sobre memória afetiva, pertencimento e as difíceis escolhas que moldam uma vida. A atuação contida e poderosa de Moura conduz a narrativa, provando que seu talento dramático já apontava para reconhecimentos internacionais.
Marighella (2019)
Este talvez seja um dos projetos mais pessoais e corajosos da carreira do ator. Em Marighella (2019), Wagner Moura assume, pela primeira vez, a cadeira de diretor para contar a história do guerrilheiro e político. Mais do que um filme biográfico, é um trabalho sobre resistência e memória coletiva em um período sombrio do país.
O projeto enfrentou diversas barreiras até chegar aos cinemas. O resultado é um filme potente e necessário, que solidifica seu lugar não só como um grande intérprete, mas também como um contador de histórias à frente das câmeras.
Trash – A Esperança Vem do Lixo (2014)
Para fechar com uma história de esperança, temos Trash – A Esperança Vem do Lixo (2014). Neste drama britano-brasileiro, Moura dá vida a José Ângelo, um homem comum cujo ato de coragem coloca em movimento uma trama de suspense envolvendo três adolescentes que vivem em um lixão.
Embora seu papel seja coadjuvante, a presença do ator acrescenta peso emocional à trama, que fala sobre justiça social e a força dos mais vulneráveis. É um exemplo claro de como ele escolhe projetos com mensagens significativas, algo que voltaria a fazer em O Agente Secreto.
Resumo: Wagner Moura construiu uma carreira sólida e diversa muito antes de O Agente Secreto. De comédias inteligentes como Saneamento Básico a dramas densos como Marighella, seu trabalho sempre combina talento versátil com uma profunda conexão com temas sociais e de memória. Revisitar sua filmografia é celebrar um artista completo que coloca o Brasil no mapa da cultura mundial.
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