Mesmo com o Natal já guardado nas caixas e a rotina retomando o ritmo, algumas histórias continuam fazendo sentido — talvez até mais — depois das festas. Jorge nasceu no Natal – e se acostumou a ver seu aniversário sempre em segundo plano. Nas próprias palavras do herói de Tudo Bem no Natal Que Vem, “não dá pra competir com o aniversariante”. Desde então, ele detesta o clima natalino. Odeia maçã na maionese, uva-passa no arroz e ameixa no peru. O protagonista vivido por Leandro Hassum também já não suporta as mesmas discussões de família, os presentes repetidos e, claro, a fatídica piada do pavê.
Cansado das celebrações e de toda a atmosfera de boas intenções forçadas, nosso Grinch brasileiro só queria pular essa parte do calendário. Se pudesse dormir no dia 23 de dezembro e acordar no dia 26, ele o faria sem pensar duas vezes.
Mas, ironicamente, é justamente uma “praga” lançada pelo sogro que o faz viver o oposto disso. De repente, ele se vê preso em um looping natalino, acordando sempre na véspera do Natal e sem lembranças do ano que passou, uma espécie de Feitiço do Tempo com espírito tropical e muito humor.
A comédia dirigida por Roberto Santucci e estrelada por Hassum tem todos os ingredientes de um clássico natalino: família grande, mesa farta, parentes inconvenientes, confusões típicas e uma boa lição de moral no final, quase sempre sobre valorizar quem está ao nosso lado e o verdadeiro significado da data.

Uma viagem nostálgica no tempo
A ambientação inicial, em 2010, é um deleite à parte. O figurino, a ambientação e até os detalhes de cenário transportam o público direto para a primeira década dos anos 2000. Conforme os anos passam dentro da trama, o cuidado com a caracterização continua impecável, ajudando o espectador a acompanhar as transformações da vida de Jorge e de sua família.
Para entrar no clima do Natal
Sou suspeita para falar: amo o clima de fim de ano e me emociono facilmente com histórias natalinas. Não é difícil me conquistar com produções do gênero – e com Tudo Bem no Natal Que Vem não foi diferente. Ri, me emocionei e terminei o filme com o coração quentinho. É o tipo de comédia leve e divertida, perfeita para assistir em família em qualquer momento do ano. No final, como todo bom filme de Natal, entrega o que promete: risadas sinceras e uma mensagem poderosa de união.
A matéria acima foi produzida para a revista AnaMaria Digital (19 de dezembro). Se interessou? Baixe agora mesmo seu exemplar da Revista AnaMaria nas bancas digitais: Bancah, Bebanca, Bookplay, Claro Banca, Clube de Revistas, GoRead, Hube, Oi Revistas, Revistarias, Ubook, UOL Leia+, além da Loja Kindle, da Amazon. Estamos também em bancas internacionais, como Magzter e PressReader.
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