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Início Coluna Renata Barros

Janeiro Branco: conheça os sinais que a gente insiste em ignorar

Renata Barros Por Renata Barros
11/01/2026
Em Coluna Renata Barros
Janeiro Branco - Saúde Mental e Emocional

Janeiro Branco - Saúde Mental e Emocional

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Janeiro Branco não é sobre pensar positivo. É um alerta para escutar os sinais que o corpo emite e a mente ignora.

Recentemente, acompanhei de perto uma situação que revelou, com crueza, um padrão silencioso e recorrente entre mulheres que se consideram “fortes”. Histórias que não costumam virar pauta, mas que se repetem nos bastidores: mulheres admiradas, competentes, resilientes, e profundamente exaustas.

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Vânia chegou ao Pronto Socorro dizendo que precisava ir embora logo. Não porque estivesse bem. Mas porque não podia faltar…

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Era sábado, fim de tarde. O corpo já dava sinais claros de colapso: febre alta, glicemia descontrolada, dificuldade respiratória, tremores. Ainda assim, ela insistia que precisava voltar para casa no domingo. Havia um motivo importante. O filho faria 18 anos. Ela queria cantar parabéns.

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A cena é conhecida por muitos profissionais da saúde: alguém em risco real, mas emocionalmente incapaz de parar. Os sintomas físicos imploram. A mente negocia. E, quando ninguém escuta, o corpo interrompe à força.

Janeiro Branco fala sobre isso. Sobre o que acontece quando a saúde emocional é empurrada para depois, até não haver mais “depois”.

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O colapso nunca começa no hospital

O que poucos percebem é que situações assim não começam no dia da internação. Elas se constroem aos poucos, em camadas silenciosas.

Vânia, antes de ir às pressas para o hospital, sentia dores recorrentes e insistentes. Ainda assim, para não “falhar” com seus compromissos, optou por se automedicar  na tentativa de aguentar até o grande dia. Tomou anti-inflamatórios fortes, analgésicos, remédios para dormir e outros para continuar funcionando.

Enquanto isso, uma infecção grave seguia sendo ignorada. Além disso, o diabetes estava fora de controle, tratado como algo que “depois a gente ajusta com Monjaro”, como se fosse possível adiar continuamente o que o corpo já estava gritando há semanas…mas ela não podia parar. Então, veio o colapso.

Três Deusas Gregas habitando o mesmo corpo

Ao observar histórias assim, algo se torna evidente para quem, assim como eu, atua com bem-estar emocional, comportamento e imagem pessoal: frequentemente, o conflito interno se manifesta primeiro no modo de viver e até no modo de se vestir, antes de aparecer nos exames clínicos.

No caso de Vânia, era possível perceber a atuação simultânea de três Deusas. Arquétipos que, quando observados isoladamente, são compreensíveis. Entretanto, quando coexistem, tornam-se perigosos.

Deusa Hera – A mulher do controle

Vânia construiu a vida sobre estabilidade, reputação e reconhecimento. Por isso, nada podia estar fora do seu poder de resolução. Vulnerabilidade não era uma opção, assim como pedir ajuda soava fracasso.

Esse arquétipo feminino raramente verbaliza dor. Em vez disso, ela administra, contorna, resolve sozinha. E, quando algo ameaça essa imagem de controle, com frequência prefere negar.

Não por acaso, é comum que a mulher com o arquétipo da Deusa Hera minimize sintomas, omita informações médicas e tente “aguentar mais um pouco”. Afinal, admitir limites colocaria em risco a autoridade que ela levou anos para sustentar.

Mesmo quando está mal, Hera mantém a ordem. Externamente, tudo segue funcionando. Internamente, o custo se acumula.

Ela não se permite parecer vulnerável. Ela prefere parecer distante a parecer frágil.

Deusa Deméter – A mulher que cuida de todos, menos de si

Ao mesmo tempo, havia nela uma entrega total ao outro. Especialmente ao filho. Uma dedicação absoluta, que ultrapassava o cuidado e entrava no território da anulação.

Se o filho sofria, ela sofria mais. Diante do erro, ela protegia. Na necessidade, ela se sacrificava. Assim, com o tempo, esse tipo de vínculo se torna emocionalmente exaustivo. E, inevitavelmente, o corpo paga a conta quando não há limite.

Curiosamente, o colapso aconteceu exatamente no dia do aniversário de 18 anos do filho.  E não por acaso, uma data que, simbolicamente, marca passagem, autonomia e separação. Então, o que não foi elaborado emocionalmente encontrou saída nos sintomas clínicos; uma vez que sua Deméter já estava exausta, sugada e sem espaço psíquico.

Nesse caso, Deméter indica a negação do próprio cuidado e, consequentemente, o corpo não pede acolhimento, pede socorro.

Deusa Perséfone – A mulher que se fecha para sobreviver

Havia ainda um terceiro aspecto: um semblante triste, porém discreto e elegante. Nada explosivo ou escancarado. Apenas um um escudo externo que criava uma certa distância, não por arrogância, mas por defesa. Um lugar onde ninguém conseguia se aproximar e enxergar sua fragilidade.

Esse tipo de retraimento emocional costuma ser confundido com frieza. Mas, na verdade, é medo de ser acessada, compreendida e reduzida a um perfil comum.

Essa Perséfone 

  • Não quer ser lida

  • Não quer ser tocada

  • Não quer ser revelada.

O corpo no limite

Quando essas três Deusas coexistem em seu lado sombra: controle excessivo, extrema preocupação e fechamento emocional, o corpo entra em estado permanente de alerta. E corpos em alerta não descansam, com o tempo, adoecem.

No hospital, o diagnóstico veio: infecção grave, diabetes descompensado, necessidade de entubação e internação em UTI, no entanto, nada disso aconteceu “de repente”. Foi o desfecho de uma sequência longa de negações.

Janeiro Branco não é sobre pensar positivo

Falar de saúde mental e emocional não é repetir frases prontas nem florear sofrimento. É olhar com honestidade para os padrões que se repetem:

  • Pessoas que só param quando o corpo não responde mais
  • Mulheres que cuidam de todos e se autoabandonam
  • Profissionais que confundem resiliência com sofrimento

Janeiro Branco propõe algo mais desconfortável: a responsabilidade emocional.
Ou seja, a responsabilidade por reconhecer os sinais; por pedir ajuda antes do colapso; e, sobretudo, por compreender que corpo e mente não negociam indefinidamente.

O corpo não trai, pelo contrário, ele é o seu melhor amigo que avisa e reavisa, até interromper.

O que essa história nos ensina

Essa experiência deixa lições claras:

  1. Dor constante não é normal, mesmo quando dá para “aguentar”

  2. Remédio não substitui investigação, especialmente quando o uso vira rotina

  3. Amar alguém não pode custar a própria saúde

  4. Imagem de força não protege o corpo do adoecimento

  5. Cuidar da saúde emocional é tão necessário quanto fazer exames clínicos.

Um convite real para janeiro, e para o resto do ano…e da vida

Talvez o maior erro seja achar que saúde emocional é algo abstrato, distante… coisa do proselitismo da felicidade. Na prática, não é. A saúde mental e emocional se manifesta, por exemplo, no sono, na alimentação, nas escolhas e nos limites. Também, aparece no modo de trabalhar, no modo de se vestir e, sobretudo, no modo de existir.

No fim das contas, Janeiro Branco não pede promessas. Pede enfrentamento. É o momento de olhar para os próprios padrões de autocuidado com lucidez, assumir vulnerabilidades e parar de adiar conversas que o corpo já começou.


Se este artigo despertou reflexões ou trouxe novos olhares sobre sua saúde emocional, bem-estar e autocuidado, seja na vida pessoal ou profissional, provavelmente não foi por acaso. Talvez, seja o momento de reavaliar seus hábitos de autocuidado. Entre em contato comigo pelo canais abaixo e será um prazer me conectar com você!

Confira outras publicações relacionadas:

  • Palestra Gratuita no YouTube:  Setembro Amarelo: Quando a Estética Revela um Pedido de Socorro
  • Revista AnaMaria Digital:  9 Habitos Essenciais de Autocuidado
  • Podcast: Por Que o Autocuidado é Importante para sua Autoestima?

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Renata Barros (@estilorenatabarros), Consultora de Imagem Integrativa, casada e formada em Recursos Humanos, é espiritualista e apaixonada por filosofia. Inspirando-se nos arquétipos das deusas gregas, criou o programa exclusivo Terapia de Estilo, um método que atravessa os processos tradicionais e proporciona às mulheres amor-próprio e saúde emocional. Atua como colunista na revista AnaMaria e escreve sobre moda, estilo, comportamento e temas relacionados.

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