Clima mais quente, dias mais longos e noites mais curtas: a estação favorita de muita gente está chegando! Mas, junto com os banhos de piscina, praia e tardes ensolaradas, chegam alguns incômodos que afetam diretamente a saúde, especialmente de quem sofre com alergias típicas dessa época.
“O aumento de pólen e mofo, calor, sol e umidade são fatores que desencadeiam as alergias sazonais”, detalha Sigefredo Castro Griso, dermatologista do Seconci-SP (Serviço Social da Construção), em entrevista à AnaMaria.
Além disso, o uso intenso de ventiladores e ar-condicionado pode provocar ressecamento da mucosa nasal e espalhar poeira acumulada, favorecendo sintomas semelhantes aos da rinite alérgica clássica. “Filtros sujos, fungos e ácaros contribuem para crises de rinite e até sinusite”, acrescenta Roberta Pilla, otorrinolaringologista da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (ABORL-CCF).
Por que as alergias aparecem mais no verão
O verão cria o ambiente perfeito para que vários fatores atuem juntos, aumentando o risco de crises alérgicas. Os especialistas explicam que a combinação de calor e umidade gera um verdadeiro “gatilho” para alergias respiratórias e de pele. Entre as mais comuns estão:
- Rinite alérgica e sinusite: desencadeadas por poeira, pólen, mofo ou ressecamento causado pelo ar-condicionado.
- Otite externa (ou “otite do nadador”): causada pela umidade persistente no ouvido após banhos de piscina ou mar.
- Brotoeja e urticária colinérgica: resultado do calor excessivo e suor, que irritam a pele.
- Urticária solar: reação da pele à exposição intensa ao sol.
- Dermatites de contato: provocadas por protetores solares, cosméticos ou tecidos que contêm substâncias irritantes.
- Alergias a picadas de insetos: comuns devido à maior presença de pernilongos, formigas e outros insetos.
Sinais que merecem atenção médica
A coceira, os espirros ou pequenas manchas na pele, em geral, podem ser tratados em casa. No entanto, alguns sinais indicam que está na hora de procurar atendimento médico imediato. “Falta de ar, chiado no peito, inchaço nos lábios, na língua ou nas pálpebras, além de lesões de pele muito extensas ou acompanhadas de febre, são sinais de alerta”, diz Roberta. Esses sintomas podem indicar uma reação séria, como anafilaxia, que precisa de intervenção rápida.
Também é importante ficar de olho em sintomas persistentes, que não melhoram mesmo após cuidados básicos, como higienização nasal ou hidratação da pele.
Prevenção no dia a dia
“Pequenas mudanças na rotina fazem muita diferença para quem sofre com alergias sazonais”, reforça Sigefredo. Veja alguns hábitos simples que podem reduzir bastante o risco de crises alérgicas durante o verão.
- Higienização nasal: lavar o nariz com soro fisiológico ajuda a remover poeira e alérgenos.
- Ambientes arejados: abra janelas sempre que possível e evite acúmulo de poeira e mofo.
- Filtros limpos: ar-condicionado e ventiladores devem estar sempre com a limpeza em dia.
- Roupas leves: tecidos naturais, como algodão, evitam o acúmulo de suor e reduzem irritações na pele.
- Hidratação constante: beber bastante água mantém mucosas e pele mais protegidas.
- Sol na medida certa: evite exposição direta entre 10h e 16h, período de maior intensidade dos raios UV.
Proteção redobrada para os pequenos
As crianças costumam ser mais sensíveis, por isso, é preciso observar atentamente quando e onde os sintomas aparecem.
“Se a criança espirra ou coça os olhos ao brincar no parque, o gatilho pode ser pólen ou poeira. Se a pele fica avermelhada após usar determinado produto, provavelmente é uma reação de contato”, explica Roberta.
Manter um diário de alergias com anotações sobre os episódios ajuda o médico a identificar os fatores desencadeantes e indicar a melhor forma de prevenção. Além disso, a supervisão é fundamental em locais como piscinas e praias, onde há risco de otite externa e exposição a insetos.
Produtos que fazem diferença
A escolha dos produtos certos pode evitar reações e garantir um verão mais tranquilo. Segundo os especialistas, vale seguir estas recomendações:
- Protetor solar: prefira os hipoalergênicos, sem fragrância e com filtros minerais.
- Repelente: escolha de acordo com a faixa etária e, sempre que possível, siga a orientação médica.
- Acessórios de proteção: chapéus e óculos de sol ajudam a reduzir a exposição ao sol sem exigir uso excessivo de produtos químicos.
A matéria acima foi produzida para a revista AnaMaria Digital (edição 1499, de 12 de dezembro de 2025). Se interessou? Baixe agora mesmo seu exemplar da Revista AnaMaria nas bancas digitais: Bancah, Bebanca, Bookplay, Claro Banca, Clube de Revistas, GoRead, Hube, Oi Revistas, Revistarias, Ubook, UOL Leia+, além da Loja Kindle, da Amazon. Estamos também em bancas internacionais, como Magzter e PressReader.
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