A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou a proibição da comercialização, distribuição e propaganda de suplementos alimentares que contenham ora-pro-nóbis. A decisão, publicada no Diário Oficial da União, também determina o recolhimento desses produtos do mercado. A medida foi adotada devido à comercialização e propaganda irregulares, que não estão em conformidade com o regulamento técnico específico para suplementos alimentares.
De acordo com a Anvisa, para que um ingrediente seja utilizado em suplementos alimentares, ele deve ser previamente autorizado pela agência. No caso da ora-pro-nóbis, essa autorização não foi concedida, o que levou à proibição. A planta é classificada como uma Planta Alimentícia Não Convencional (Panc) pelo Ministério da Saúde, e seu uso tradicional é bastante comum em algumas regiões do Brasil.
O que é a ora-pro-nóbis?
A ora-pro-nóbis, cujo nome significa “rogai por nós” em latim, é uma planta conhecida por seu alto teor de proteína, sendo popularmente chamada de “carne verde”. Ela é bastante utilizada em regiões de Minas Gerais e Goiás, especialmente em cidades históricas coloniais. Além de seu uso culinário, a planta é valorizada por suas propriedades nutricionais, embora ainda não tenha sido autorizada como ingrediente em suplementos alimentares pela Anvisa.
Por que a Anvisa proibiu o uso em suplementos?
A proibição da Anvisa se baseia na falta de autorização para o uso da ora-pro-nóbis como constituinte de suplementos alimentares. Isso porque a agência regula rigorosamente os ingredientes que podem ser utilizados nesses produtos, exigindo que eles sejam seguros e eficazes para o consumo humano. Sem essa autorização, a comercialização de suplementos contendo a planta é considerada irregular.
Quais são as implicações da proibição?
Com a proibição, empresas que comercializam suplementos com ora-pro-nóbis devem interromper a venda e recolher os produtos do mercado. Isso pode impactar consumidores que utilizam esses suplementos em suas dietas, especialmente em regiões onde a planta é tradicionalmente consumida. Além disso, a medida reforça a importância de seguir as regulamentações da Anvisa para garantir a segurança dos consumidores.
Embora a ora-pro-nóbis continue a ser utilizada na culinária local, sua inclusão em suplementos alimentares permanece restrita até que novas avaliações sejam realizadas e uma possível autorização seja concedida pela Anvisa.
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