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Início Coluna Aventuras Maternas

Noites que assustam: como lidar com o Terror Noturno das crianças

Redação Ana Maria Digital Por Redação Ana Maria Digital
16/07/2021
Em Coluna Aventuras Maternas
Arquivo pessoal

Arquivo pessoal

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Todos dormem na casa. Noite calma, fresca. Não existem sinais de desconfortos no ambiente, nenhum sintoma de virose ou outra causa para um mal estar. Ninguém contou uma história de terror ou algo assustador antes de dormir. Mas, de repente, um choro desesperado toma conta da madrugada.

Gritos, agitação, desespero. É a criança que se mexe em sua cama como se estivesse sentindo algo terrível, sem, no entanto, parecer acordada, sem falar, sem abrir os olhos, sem qualquer interação e nem mesmo colo. Aliás, o peso corporal parece dobrar tamanha rigidez, a agitação impossibilita qualquer tentativa de acalmar e fornecer acolhimento. 

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Alguns minutos se passam, ela volta a dormir e deixa um rastro de dor, dúvidas, sensação de impotência e uma enorme preocupação nos pais, que a partir do momento do despertar se tornam insones à procura de respostas. Prazer, sou mãe de uma criança com terror noturno e hoje dedico a coluna a você que também tem passado pela mesma situação e não sabe como agir, o que fazer e qual solução buscar.

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QUESTÕES EMOCIONAIS
Sabemos que é natural os bebês e crianças pequenas acordarem várias vezes e chorarem à noite. Também é muito comum que tenham pesadelos. Mas o terror noturno se caracteriza pelo fato de a criança não acordar, por mais agitada e angustiada que fique. E, no dia seguinte, ela não se lembra de nada.

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“Não existe uma regra, mas observamos que os episódios atingem mais crianças entre dois e cinco anos. A partir dos nove meses, porém, alguns bebês já começam a sofrer com isso. Ainda não temos uma comprovação científica para explicar o problema, mas a hipótese que a medicina acredita fazer mais sentido está relacionada a questões emocionais, como situações estressantes ou não resolvidas, que a criança passou ao longo do dia”, explica a pediatra Felícia Szeles.

SONHO RUIM OU ALGO MAIS?
Muita gente confunde terror noturno com pesadelo, mas eles não são a mesma coisa e nem andam juntos. Ou seja, a criança que tem pesadelo não vai sofrer necessariamente de terror noturno e vice e versa – como acontecem em fases diferentes do sono, têm características bem distintas. 

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Nos episódios de terror noturno, que duram entre 30 segundos até cinco minutos, a criança pode chorar, gritar, transpirar, ficar com respiração e batimentos cardíacos acelerados e até sair andando pela casa. Por isso, é importante os pais manterem a calma, pois logo em seguida ela volta ao sono comum. E um detalhe importante: se acordar a criança, ela pode demorar muito mais para voltar a dormir.

Até mesmo bebês podem ter episódios de terror noturno. (Crédito: Arquivo Pessoal)

Felícia explica que o nosso sono é dividido em NREM* (também conhecido como NÃO-REM), fase que vai da sonolência até o sono profundo, e REM*, que é a fase de maior atividade cerebral. “O pesadelo acontece na fase REM. Por isso, a criança acorda assustada e se lembrando de tudo o que “sonhou”. Já o terror noturno é característico da fase NREM e é por isso que a criança não se recorda de nada do ocorrido”, esclarece.

A Academia Americana de Medicina do Sono (AASM, na sigla em inglês) estima que 30% das crianças de até 12 anos passam por alguma desordem no sono; e os bebês apresentam ainda mais dificuldade. Segundo a AASM, 40% dos pequeninos não dormem bem.

Privação de sono e cansaço extremo, estresse, interrupções da programação do sono, viagens ou febre podem motivar os terrores. “Em geral, não há associação significativa entre terror noturno e distúrbios psicológicos. No entanto, pessoas com outros distúrbios do sono, como asma noturna, apneia obstrutiva do sono, síndrome das pernas inquietas ou refluxo gastroesofágico, são cada vez mais reconhecidas em pessoas com terror noturno. Em particular, a apneia obstrutiva do sono (AOS), um distúrbio respiratório, está presente em mais da metade das crianças que são encaminhadas a médicos por causa do terror noturno.”, conta a psicóloga e apresentadora do programa ‘Mulheres Em Flow’, Rosangela Sampaio.

PRESENÇA DOS PAIS E OBSERVAÇÃO SÃO ESSENCIAIS
Talita relembra os episódios de terror noturno vividos por Enzo. (Crédito: Arquivo Pessoal)

Já faz anos que Enzo não acorda gritando no meio da noite. Mas sua mãe, Talita Rodrigues, não esquece daquelas madrugadas em que levantava assustada para ajudar o filho. Ela lembra do menino se sentar na cama e chorar compulsivamente aos berros, só que com olhos fechados e apertados. Talita ressalta ainda que ele não parecia estar acordado, pois não conseguia conversar.

“Lembro que, algumas vezes, o corpinho e mãos dele tremiam. Parecia um pavor de algo muito forte. Eu corria para o quarto dele, pegava na mãozinha, fazia carinho, abraçava. Procurava ficar com ele cantando baixinho ao lado da cama ou deitada próximo até se acalmar e pegar no sono novamente, com a luz do quarto baixa e não totalmente apagada. Ele não respondia as minhas perguntas e soluçava de tanto chorar. Em alguns casos, cheguei a levá-lo para meu quarto, mas era um pouco difícil, porque o estado de sono dele notoriamente estava avançado e o corpo ficava enrijecido”, recorda. O menino não se lembrava de nada ao despertar e se manteve assim até os quatro anos, quando os episódios pararam de acontecer. Nem por isso, contudo, ela deixava de acompanhá-lo e observá-lo a cada segundo.

Esse tipo de cuidado de Talita é fundamental. Segundo a psicóloga Daniela de Oliveira, no momento da crise os pais devem se manter calmos e cuidar para que a criança não se machuque. “Não precisam acordá-la, mas protegê-la de, por exemplo, uma queda da cama. É importante que, desde criança, nós tenhamos a possibilidade de aprender a cuidar de nosso sono”, avalia. 

E a prática da higiene do sono colabora para a diminuição do terror noturno. “Uma hora antes de ir para cama, comece a diminuir os ritmos, com mais luzes de abajur do que de teto, desligue eletrônicos, não coma alimentos pesados antes de dormir, conte histórias que tenham um contexto de segurança. Enfim, é importante criar um clima que diminua a excitação do dia a dia e comece a alterar os estados corporais para uma boa noite de sono”, explica.

Na casa da pequena Sofia, de três anos, os episódios vêm seguidos de crises de asma, o que requer ainda mais atenção. “Ela acaba despertando, porque fica com falta de ar e o problema acaba invadindo boa parte da madrugada”, conta a mãe, Ana Sousa. A otorrinolaringologista Debora Petrungaro Migueis, do Programa Saúde do Sono, explica que, de fato, por conta da hiperventilação, é possível acontecerem crises de asma nos suscetíveis e algumas crianças também podem relatar congestão nasal. “Quando choramos, as lágrimas entram por um canal que existe nos olhos e levam à cavidade nasal. Isso causa constipação e o nariz fica obstruído pela secreção”, comenta.

TRATAMENTOS ALTERNATIVOS
Terror Noturno é avaliado como um sintoma pela homeopatia. (Crédito: Bruno/Germany por Pixabay)

Apesar de não haver evidência clínica, suportes alternativos, como aromaterapia no quarto das crianças ou tratamentos homeopáticos, podem trazer conforto para algumas famílias. “A homeopatia avalia o terror noturno como um sintoma que algumas crianças apresentam normalmente pelo próprio temperamento dela ou por questões que aconteceram durante a gestação, se foi uma gravidez mais conturbada, por exemplo. Outro fator pode ser trauma do parto. Por isso, a avaliação é de forma a entender todo o histórico, desde a gestação, acompanhamento da mãe no pré-natal e nascimento”, conta Nélida Affini Ayub, médica homeopata, que tem alguns pequenos pacientes que usam formulações específicas para a idade à base de glicerina, sem álcool.

Já o naturopata Daniel Alan Costa explica que existem algumas essências florais que podem ajudar, como o Aspen e Mimulus, por exemplo. “O entendimento das emoções dos pais e do ambiente em que a criança está é fundamental. Óleos essenciais calmantes, como camomila e lavanda, podem auxiliar muito, assim como a terapia com as cores pode ter efeito muito positivo e rápido nas crianças. Verde e Azul seriam sugestões de cores para esta condição”, sugere, lembrando que é importante avaliar de forma personalizada.

PERGUNTAS E CURIOSIDADES DE MÃES E PAIS
Pedimos à neurologista infantil Renata Barbosa Paolilo, do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (FMUSP) para responder algumas questões enviadas por leitores da coluna e que vivenciam este distúrbio do sono.

1. Quais os sinais mais comuns de que a criança apresenta terror noturno?
Renata Barbosa Paolilo – Sintomas de descarga autonômica (face avermelhada, sudorese, frequência cardíaca elevada), tentando sair da cama. Dura aproximadamente 5-15 minutos e a criança volta a dormir sozinha. Geralmente é benigno, de baixa frequência (< 2noites por mês) e melhora com a idade.

2. Um episódio de terror noturno pode ser bem assustador, pois a criança pode se machucar, parece estar sentindo muita dor…

a) O que fazer para evitar acidentes?
Os pais devem ficar ao lado da criança para vigiar que não se machuque. Não é indicado acordar a criança nem contê-la, apenas em situações que ela possa se machucar.

b) Alguns não deixam os pais abraçarem ou pegar no colo? Por que isso acontece?
A criança está dormindo no momento do evento.

c) O que fazer no caso acima?
Por mais desesperador que seja, os pais devem esperar o evento passar e a criança voltará a dormir sozinha. Ficar atento apenas para evitar acidentes.

d) Os pais podem tentar acordar a criança? E se a crise for muito longa?
Não devem acordar, pois isso pode fazer aumentar a frequência. Independentemente da duração, a conduta deve ser a mesma. Uma sugestão é filmar a crise para depois mostrar ao pediatra.

e) Algumas crianças se arranham, outras travam as mandíbulas ou se machucam. Como ajudar?
Mesma conduta. Não é comum que as crianças se machuquem tanto, mas, se isso ocorrer, os pais devem mobilizá-la, tentando não acordá-la.

f) É comum ouvir do pediatra que vai passar por volta dos 4 anos e passar a conviver com as crises como parte do crescimento. Quando saber que é hora de tratar com medicamentos ou alguma terapia alternativa?
As crises podem persistir até a adolescência, mas normalmente melhoram em meses após o primeiro evento. Indicamos investigação nos casos de:

  • mais de um evento por noite
  • mais de 2 eventos/mês
  • preocupação com segurança (criança se machuca muito)
  • suspeita de apneia do sono
  • suspeita da síndrome das pernas inquietas
  • suspeita de crise epiléptica.

Nessa situação o pediatra ou neurologista pode necessitar do exame da polissonografia.

g) Existem condições neurológicas com sintomas semelhantes que precisam de tratamento mais urgente?
Renata Barbosa Paolilo – A epilepsia do lobo frontal, uma condição geneticamente determinada, gera crises epilépticas noturnas e podem ser confundidas com o terror noturno. Para ajudar a diferenciar, a filmagem pelos pais é muito importante.

i) Algumas crianças se queixam de dor de cabeça ao acordar. Pode acontecer?
Esse não é um sintoma comum. Se for frequente, deve ser avaliado, pois está mais associado a outros distúrbios do sono (suspeitas de insônia da infância, apneia do sono, síndrome das pernas inquietas).

j) E cãibras também são comuns?
Também não são comuns e podem sugerir a síndrome das pernas inquietas. Deve ser investigado.

l) E bebês pequenos também podem ter episódios de terror noturno? Como saber que aquele choro no meio da madrugada não é sintoma de algum mal-estar, uma otite, por exemplo?
Pode acontecer em bebês menores, mas normalmente se inicia apó os dois anos de vida. Deve-se sempre avaliar se a criança está febril, com algum sintoma clínico. Nessa situação, deve necessitar de avaliação pediátrica.

3. Quais os possíveis tratamentos?
Normalmente, nenhum tratamento é necessário, pois a condição é benigna e transitória. É sempre indicado rever a rotina do sono da criança, ajustar as horas de sono para cada faixa etária (3-5 anos/10-13horas; 6-12 anos/9-12horas; adolescentes/8-10horas). Quando há algum sinal de alarme (citados acima), a polissonografia deve ser solicitada e o tratamento da condição de base tratada. 

É fundamental tratar insônia, síndrome das pernas inquietas e apneia do sono, pois não é incomum ter mais de um distúrbio do sono na mesma criança, que pode piorar a parassonia. Quando essas condições são afastadas, o tratamento medicamentoso com benzodiazepínico pode ser necessário. Além disso, há uma técnica chamada despertar antecipado, que consiste em acordar a criança 15-20min antes do evento ocorrer (pois normalmente ocorre no mesmo horário) para evitar a transição da fase do sono NREM.

4. Existe correlação entre terror noturno e algum transtorno neurológico?
Normalmente não, mas pode ocorrer em qualquer criança, mesmo que tenha alguma condição neurológica, como o TEA.

5. Há alguma forma de impedir os episódios?
O despertar antecipado citado acima. Também pode ser mais comum em dias de privação de sono e de quadros febris. Nesses dias, deve-se ficar mais atento e sempre corrigir as horas de sono da criança.

6. Consultoras de sono, trabalhos terapêuticos, acupuntura, Yoga, aromaterapia… Existe algo que possa ajudar?
Sim! Consultoras de sono podem ajudar a ter a rotina de sono mais adequada, em termos de horários mais rígidos e horas de sono. Embora não exista uma correlação clara com questões emocionais (a associação com febre, por exemplo, é mais comum), o tratamento da ansiedade, atividade física regular, ambiente saudável e alimentação saudável reduzem as chances de outros distúrbios de sono que podem piorar as parassonias.

*PRISCILA CORREIA é jornalista, especializada no segmento materno-infantil. Entusiasta do empreendedorismo materno e da parentalidade positiva, é criadora do Aventuras Maternas, com conteúdo sobre educação infantil, responsabilidade social, saúde na infância, entre outros temas. Instagram:@aventurasmaternas

Tags: ajudaColuna Aventuras MaternascriançasdicasFamiliafilhosinfantilPriscila Correiaterror noturno
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